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Somos seres desejantes, destinados a incompletude, e é isso que nos faz caminhar.

  • alinegabriela2011
  • 7 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de jul. de 2025

Se vamos assistir a um filme e chegamos em cima da hora encontrando a sala repleta, ao depararmos com uma poltrona vazia, perguntamos a quem está ao lado: “Está vazia?” É comum obtermos como resposta: “Não, está ocupada.” Da mesma forma, a lacuna produzida pela falta não está vazia, ela está ocupada por um nome que não está presente no momento e que impede que um outro ocupe o seu lugar. O desconforto que é produzido por um preenchimento inadequado é semelhante ao que obteríamos se sentássemos na cadeira cujo ocupante se encontrava ausente no momento.


A psicanálise aborda que o desejo jamais é satisfeito, ele pode realizar-se em objetos, mas não se satisfaz com esses objetos. O objeto do desejo é uma falta e não algo que propiciará uma satisfação completa. Lacan no diz que de objeto em objeto, o desejo desliza como que numa série interminável, numa satisfação sempre adiada e nunca atingida: há a presença de uma ausência em nossa experiência humana e é essa incompletude que nos faz caminhar!


E como lidar diante da falta? Sendo ela uma condição inerente humana? É ai que entra o processo de psicoterapia.


Close-up view of a person sitting on a couch during a therapy session

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